Um Quase Review de Digimon World – PS1

Sendo o primeiro jogo de muitos digi-escolhidos, tendo a fama de um dos títulos mais frustrantes da franquia. Digimon World foi lançado em 28 de Janeiro de 1999 no Japão e 23 de maio para à América do norte, possuindo até mesmo uma versão para PC, lançada apenas para Coréia do Sul em 27 de abril de 2002, nunca tendo sido trazido para nós ocidentais. Sendo considerado já na época de seu lançamento um jogo mediano, não conseguindo atrair a atenção de muitos, além é claro daqueles que já são fãs de digimon, e mesmo entre fãs a discussão sobre a qualidade do jogo é acirrada, alguns consideram um dos piores da franquia e outros um dos melhores. Eu faço parte do grupo que considera ele um dos melhores e vou trazer aqui minha visão geral de como esse jogo que mesmo com os seus defeitos conseguiu me cativar de uma maneira sem igual.

Na maioria dos jogos, estamos acostumados a controlar os personagens nos mais diversos desafios, mas com este é diferente. Você assume uma posição passiva no conflito apenas podendo influenciar nas ações feitas pelo seu digimon através de um menu que aparece toda vez que o player entra em batalha, além disso também temos o sistema de treinamento, que é necessário para evoluir seus monstrinhos virtuais, sendo este um dos principais focos do game, é exatamente neste ponto que começam as discussões, todos que jogaram Digimon World sabem da frustração de treinar o seu pet para no final ele evoluir em um Numemon.

E seria este o principal erro do jogo para a maioria, ele não explica nem de forma vaga como o sistema de treinamento pode ser utilizado de forma correta para se conseguir o digimon esperado, mas pensando um pouco no jogo como um todo esse sistema se torna perfeito!  Pois vejam bem, somos convidados a desvendar um novo mundo e seus sistemas através de Hiro, assim como nosso herói estamos em um mundo que não foi feito pensando em nossas necessidades mas sim nas dos seres que habitam ali, digimons, assim o aprendizado do jogador se torna parte da história, suas estratégias, habilidades e a forma com que progride no jogo são essenciais para o desenrolar da história e dessa forma o gameplay fica alinhado com a narrativa, uma vez que estamos enfrentando as mesma dificuldades do nosso protagonista. 

A chave para a conseguir avançar são essas informações e a partir do momento em que você tem todas elas é fácil seguir direto para o final do game. Isso demonstra que o foco do game não é só chegar ao seu final, mas sim, experienciar tudo aquilo que vem antes, a sensação de desbravar esse mundo novo com o seu parceiro e ir descobrindo juntos tanto o que aconteceu naquele local como também saber mais sobre as engrenagens que movem os sistemas do jogo.

O mundo do game é bem vivo se contarmos a época em que foi lançado, cada lugar do mapa tem algo de interessante para se ver/fazer. Apesar do mundo ser uma fusão entre o natural com o digital, nada parece estar fora do lugar, até os locais mais inusitados do game. Uma mansão sombria com árvores que em vez de raízes tem plugues de tomadas, uma ponte invisível, um local onde o tempo do jogo é alterado, um castelo feito de gelo, uma montanha feita apenas de lixo(e outras coisas a mais…), cada um desses pontos e muitos outros apresentam ideias tão estranhas mas que funcionam que é difícil não se ver intrigado com a próxima ideia que eles vão explorar no cenário. 

Nada melhor para dar vida a este mundo do que a trilha sonora que te acompanha, contendo em sua grande maioria músicas ambiente para fazer auxiliar no clima do jogo, acredito que as músicas mais marcantes são as primeiras que ouvimos no jogo, o tema de File City(dia e noite) a cidade onde iniciamos o game é um dos temas mais belos da franquia, sendo até mesmo re-utilizado em outros títulos da série.

Com seu progresso a cidade do jogo, File City, cresce cada vez mais, novos digimons, serviços e prédios vão aparecendo. E cada um dos digimons tem sua utilidade, claro que alguns mais que outros, mas não deixa de ser interessante saber que suas ações no jogo tem um efeito real na mudança daquele mundo. Isso torna o senso de progressão algo constante em sua jornada. Falando em jornada não podemos nos esquecer da história do game, que apesar de ser um ponto fraco faz seu papel, infelizmente não é algo que a maioria das pessoas vão comentar ao recordar desse game, mas observando o’que falei anteriormente percebemos que o game se sustenta em outras coisas para te fazer continuar jogando.

Bom é aqui que eu termino meus pensamentos sobre Digimon World, e é aqui que digo para você que ainda não jogou ou já jogou e não gostou muito que dê uma chance para esse game com novos olhos, acredito que ele tenha uma experiência única se comparado ao resto da série no PS1 e uma visita a esse mundo é indispensável para os fãs da série. O objetivo desse texto é tampouco ser uma review ou análise do game, mas sim uma reflexão daquilo que me cativou e ainda cativa no mesmo, se você tem alguma opinião, comentário ou seus próprios pensamentos sobre o game pode deixar nos comentários abaixo.

 

Créditos ao nosso querido amigo Dracods por fazer esse excelente review.

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